domingo, 1 de abril de 2012

Nafta 3ºTestemunho

 
Mãe de dependente químico cruzado de álcool e drogas, restaurado na sala do NATA (Núcleo de Apoio ao Toxicômico Anônimo), sóbrio só por hoje á 12 anos; hoje ele é esposo, pai e trabalhador responsável.Faz 14anos que eu mãe frequento as reuniões na sala do NAFTA ( Núcleo de Apoio á Família ao Toxicômico Anônimo).Meu filho iniciou o uso das drogas aos 11anos, e usou durante 10 anos todas as drogas possíveis junto com o álcool.Manipulador, mentiroso ,agressivo, dominador, destruía tudo o que encontrava pela frente.Durante todos os anos da ativa eu vivia em função dele, 24 horas pensando nele e com muito medo, medo de morrer ou dele se matar, eu acabei adoecendo tanto, que diziam que a louca era eu, que dizia que eu deveria ser internada em um hospital psiquiatra.Tinha também outro lado que eu não queria enxergar, achava que meu filho não era usuário de drogas, então leva-o em médicos e psicólogos e só piorava, pois ele era muito criança e não compreendia.Foi preciso acontecer coisas horríveis para mim ver a verdade, quer dizer cheguei a fundo do poço,e pensei não poso mais com isso.Já conhecia de nome a CCEV que saia no jornal todo o mês, e,era deixado nós grupos de oração.Eu li jornal e o Irmão Bernado falava no jornal todas as características de um dependente químico,só que eu era cega,não queria ver foi necessário o fundo do poço.Foi então que eu procurei um núcleo de apoio, de nome sana clara,da regional fortaleza,vila prudente em são paulo. Nas primeiras reuniões eu achei que aquilo não daria em nada, pois eu não compreendia,mas era a única coisa que eu tinha  ,fui caminhando e tomei a sala como minha única taboa de salvação.E ouvindo o outro,eu comecei a ver em min mesma o quanto eu fazia errado,pois eu gritava muito,brigava, manipulava , batia, quebrava, mentia ,com ele, os mesmos defeitos de caráter ,e na sala comecei a me corrigir sem gritar , falando uma única vez com ele e com amor, mais amor firme, amor que não volta atrás , QUE MEU SIM SEJA SIM , E QUE MEU NÃO SEJA NÃO como esta escrito na palavra de Deus.Comecei a colocar limites em pequenas coisas , que eu sabia que não voltaria atrás ,pois o volta atrás resulta em uma tremenda perda de correção. Foi caminhando desta forma nas pequenas coisas sem gritar , sem mentir , sem manipular , falando sempre a verdade , pois a verdade liberta ,falando uma única vez , sem voltar atrás e que ele compreendeu que a mãe já não era mais aquela , até ficou achando que eu frequentava um .lugar o qual fizeram minha cabeça e foi dessa forma que fu ganhando espaço com ele , pois foi assim que fui resgatando a autoridade de mãe que eu havia perdido ,mas ele não queria nem ouvir falar de sala , porem eu com muita perseverança frequentava e frequento até hoje.Passados os nove messes de frequência na sala aconteceu que ele me deu uma surra , então , foi a gota d'água fui a delegacia com firme propósito de não voltar atrás.Fiz a ocorrência , ele foi chamando pelo delegado só sei que ele ficou com muito medo de ir para FEBEM. Isto foi o fundo do poço para ele ,mas ainda não acordou , teve que passar mais oito messes para acordar e pedir ajuda.Este trabalho todo para ele pedir ajuda, foi conta gota ,no dia a dia , só por hoje rezando , entregando , sendo firme , sem voltar atrás ,usando do amor que doí , pois oração se correção não acontece nada.Eu nunca forcei a ir para sala, só o convidei uma única vez e não mais.Eu somente deixava o jornal da CCEV em cima da mesa e ,ele odiava , colocava fogo.E chegou o dia ele me disse hoje eu vou com você.Foi frequentando a sala e ele foi ganhando a sobriedade , só por hoje MAS ai que as coisas ficaram difíceis ,pois os defeitos de caráter continuavam e é na sala que tenho força e firmeza para corrigi-lo e me corrigir também.O meu filho na sobriedade foi muito difícil , por que precisei aprender a lidar com a sobriedade também ,por isso essa doença e do espírito , para sempre e não tem cura.SÓ POR HOJE sou vitoriosa , por que fui perseverante e acredite na palavra de Deus , na correção e na sala.

 MÃE.

Nenhum comentário:

Postar um comentário